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O mundo gira

Era apenas uma criança, pouco mais de dez anos, olhava vislumbrado para algo que jamais tinha visto antes, era o parque de diversões mais incrível. Ele jamais poderia se quer imaginar que existisse algo tão fascinante. Quanta luz! Cores, sorrisos, alegria, muita alegria.

Como se não bastasse todo aquele aparato de máquinas fazedoras de alegria, o preço era ínfimo, e era taxa única. Pagava-se apenas um valor por todo o tempo que se tivesse disponível em qualquer brinquedo que ali estava.

Tudo extremamente lindo, exceto por um detalhe. Ele não tinha dinheiro. Absolutamente nada, cada criança que ali entrava era pra ele uma tortura. Não por inveja. Não queria que nenhum delas deixasse de estar ali, apenas queria estar ao lado delas.

Foram minutos torturantes, sua mente infantil cria que era melhor morrer a desejar tão ardentemente algo tão barato, e ter como única certeza a impossibilidade. Ele não tinha se quer a esperança de pedir a alguém de sua família e retornar num outro dia.

Sentou e por muito tempo… chorou.

Os anos se passaram, uma bela tarde de muito sol, um jovem, sentando numa lanchonete, comia tranquilamente alguns salgados acompanhados de um refrescante suco, e ao olhar para o outro lado da rua, vê uma criança a contemplar aqueles que ali comiam.

Parecia mágica! Como quem tem uma bola de cristal, ele podia sentir exatamente o que aquela criança sentia, lia em seu olhar tudo que se passava em sua mente infatil.

Aquela que criança que olhava não com os olhos, mas, com a alma anelante, acaba percebendo que alguém olha em sua direção e faz sinais. Incrédulo observa se havia alguém por perto que fosse o real alvo daquela pessoa, mas ninguém. Apenas ele. Alguém o chamava de dentro da lanchonete.

Faz sinal apontando pra si próprio ainda não crendo que algum daqueles seres superiores pudessem realmente estar fazendo contato com ele. A resposta é positiva, aquele jovem o está chamando.

Ele é convidado pra sentar e lanchar com aquela pessoa que nunca antes vira.

Embora muito mais concentrado em seu tão desejado lanche, responde algumas perguntas do seu nobre anfitrião.

Qual o seu nome? Você estuda? Tem pai? Tem mãe?

Por alguns segundos o jovem dirige algumas palavras que parecem não fazer muito sentido para aquela criança.

Coisas como:

“Eu entendo você! Aproveite cada problema que a vida te der pra resolver! Um dia você pode estar sentado numa lanchonete como essas comendo com seu próprio dinheiro! Um dia você pode até ter sua própria lanchonete. Acredite na vida mesmo quando tudo te fizer descrer. Você ainda será um grande homem.”

Despediram-se e nunca mais se encontraram novamente.

“Duvido que ele realmente me entenda, é muito fácil pra ele falar todas essas coisas, ele deve ser rico, ter um trabalho, pai, mãe, pessoas que o ajudam. Ter minha lanchonete… quem dera.”

“Espero que ele tenha entendido cada palavras que falei, que acredite nelas, e que um dia essa corrente ganhe mais um elo.”

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