Acabo de ver na revista época uma matéria sobre um assunto que sempre me chamou muito a atenção.
O titulo da matéria é: “Como educar os gênios”
Você conhece algum Gênio? Não o gênio da lâmpada, das historias de aladin, esse eu sei que muita gente conhece, estou falando de pessoas que você olha e diz: “uau!!!”
Eu diria que conheço alguns, e talvez isso mude totalmente minha forma de ver esse assunto. Tenho uma lista de pelo menos 10 pessoas que recordo agora que eu “classificaria” como gênios.
Esse fim de semana, coincidentemente, estava conversando com minha namorada e um amigo nosso, e eles chamavam esse meus amigos de anormais, e eu pergunto: efetivamente, é normal ser “normal” ou ser “gênio”?
É certo que algumas pessoas nascem providas de uma capacidade intelectual anormal. É fato! Mas, posso dar um exemplo muito próximo.
Tenho uma filha de 7 anos. Mesmo antes de ela nascer, eu conversava com ela, lia, contava histórias, depois de seu nascimento não foi diferente claro, embora algumas pessoas afirmassem que era besteira ler para uma criança de meses de idade, quando ela começou a falar as primeiras palavras comecei a ensinar algumas coisas de inglês a ela. Quando morava ainda em Paulo Afonso – BA, ela estudava no colégio que eu acreditava aproveitaria o máximo dela.
Certa vez uma professora me chamou e falou que Isabela estava atrapalhando as aulas, que ela conversava e atrapalhava seus coleginhas. Ao questioná-la, sua resposta foi: “painho, ela (professora) ensina uma coisa, a gente aprende, e ela fica repetindo! Então vou conversar”.
Na matéria da revista época, leio coisas semelhantes e até extremamente muito mais horríveis.
A revista comenta sobre uma casal que tem um filho que começou a ler com 1 ano e meio. Mesmo sem muita instrução os pais entendem que o filho precisa de uma escola especial, procuraram as pré-escolas para matricular a criança mesmo que ainda sem idade para estar na escola, “Nenhuma aceitou o menino. “Uma diretora disse que não interessava se ele lia, ali só entrava com 4 anos”. Convencidos de que o filho não podia esperar o ritmo das outras crianças, procuraram ajuda em universidades, clínicas de psicologia e até em programas de TV. “Fomos pedir uma escola especial para um vereador e ele perguntou qual era a deficiência do meu filho.” A reação que mais chocou a mãe foi a de um psicólogo do serviço público. “Ele disse que era para ter cuidado, porque a inteligência pode ser usada para o bem e para o mal”, afirma. “Ele perguntou assim: ‘A senhora sabe quem foi Hitler? Uma criança muito inteligente’. ””
Não considero minha filha “anormal” embora saiba que ela não é igual à média, ela é uma menina, sem dúvida alguma, muito inteligente, mas acredito que esta poderia ser a média de toda criança, se assim seus pais entendessem. Acredito que a questão não é que existam poucos gênios a ponto de serem até rotulados anormais. Acredito que a sociedade castra a genialidade que existem em nós. Impõe um padrão de normalidade bem aquém do que poderia ser nosso real padrão básico.
Por isso acreditamos que ser a baixo do padrão é estar no padrão, ser normal é ser Gênio, e ser Gênio é ser um ser de outro mundo.
Hoje minha filha estuda em um dos melhores colégios da bahia, e semestre passado ganhou um premio de melhor aluna das turmas de 1ª a 4ª série.
É meu orgulho!
Te amo filha!!! Estou morrendo de saudade!
karyne
Meu bem…
quando eu falei que essas pessoas não eram normais, eu estava me referindo a não ocuparem os 68,26% centrais da Curva Normal, ou até mesmo os 95,44% desta. Mas tudo bem… estatísticas a parte, sem dúvida, nossa sociedade castra a todo tempo os gênios!
O pior é que ela é hipócrita, pq castra de um lado, e recompensa a genialidade de outro!!
E Isabela… sem dúvia tem td para ser uma pequena gênia, até pelo fato de 50% dos genes dela são advindos dos seus!!!
bj grande! Amo-te!
karyne
o “pequena” do meu comentário anterior, diz respeito ao tamanho dela e não à qualidade de sua genialidade, viu!?!?!?
Reformulando… uma grande gênia!!!
Eugênio quiñonez
Tenho um filho nas mesmas condições, e estudando o método de ensino arcaico, que forma “soldados” para produção, obediência, e submissão, vejo que não é esse futuro que desejo para meu filho.
Porém não encontro escola, método, ou rotina adequada para ele, pois como o pediatra disse ” seu filho não é ativo, nem superativo, é é hiperativo…”.
Compreendo, me lembrando da minha própria educação, que eu detestava ficar decorando, decorando, e hoje não me lembro de muitas coisas das quais decorei, e não me sinto feliz com minhas notas altas que obtive no período escolar.
Nossos próprios professores não tem liberdade de fugir do método aplicado pelo sistema, e com conhecimento de causa, por ter trabalhado com essa área, faço a seguinte observação: o método aplicado e escolhido pelos professores não é o melhor e mais adequado visando o aluno e o desenvolvimento pessoal e intelectual , e sim visando o lucro e quanto se ganha na distribuição dos livros na rede pública, uma pena.
‘”brasil , meu brasil brasileiro…”